EQUIPES DE NOSSA SENHORA

EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA: UMA PROPOSTA DE EVANGELIZAÇÃO


"Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina". (Cora Coralina)

"É preciso descobrir a vida como missão, para transformar a vida em missão e para dar a vida à missão".
(...) "Porque muitos são chamados e poucos os escolhidos". (Mt 20, 16)

1. APRESENTAÇÃO

A missão de Evangelizar é própria de todas as pessoas batizadas, na riqueza da diversidade de carismas e ministérios, que o Espírito do Senhor Ressuscitado suscita no Povo de Deus.
Na herança da caminhada dos 32 anos das Equipes de Nossa Senhora em Brasília, a Região Centro-Oeste I pretende revitalizar este serviço proposto pelo Movimento — a Experiência Comunitária —, com muito ardor missionário, métodos e expressões, a partir e das "Exigências" essenciais para a Evangelização: serviço – anúncio – testemunho de comunhão: "Eu renovo todas as coisas" .(Ap 21,5)
O serviço é atenção às necessidades reais das pessoas; atendimento às novas formas de pobreza, fruto das mudanças econômicas, sociais e ambientais; respeito pela dignidade de cada pessoa e promoção efetiva de seus direitos. A fecundidade da comunhão, que vem de Deus, nos impulsiona para a transformação da sociedade. O Cristianismo é fermento de libertação da pessoa e de transformação da sociedade; transformação que exige a vivência do espírito das bem-aventuranças evangélicas.
O anúncio do Evangelho é prioridade permanente. Tem como base, centro e, ao mesmo tempo, como ponto mais alto do seu dinamismo, uma proclamação clara de que em Jesus Cristo a salvação é oferecida a cada pessoa humana, como dom da graça e da misericórdia do próprio Deus.
O testemunho de comunhão é a comunhão eclesial, expressa na palavra e principalmente nas atitudes de vida.
Estas Exigências da Evangelização estão fundamentadas no livro dos Atos dos Apóstolos: "Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações… Entre eles ninguém passava necessidade…Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário… escolham entre vocês sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria e nós os encarregaremos dessa tarefa" (At. 42...).
A missão de evangelizar é própria também dos leigos: quando termina a missa, o celebrante diz: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe". Ide à missão, não somente retornem à vida cotidiana. Esta missão de evangelizar não é obrigação somente dos padres. Pela Eucaristia, depois de ouvir a Palavra e receber o Corpo do Senhor, somos indicados à missão. Por isso Paulo vai dizer: "Ai de mim se eu não evangelizar" (1 Cor 9,16). Não evangelizar significa não ter ainda se deixado penetrar da pessoa, vida, morte e ressurreição de Jesus e de sua missão. Quem não anuncia é porque não descobriu o Senhor.
Hoje vivemos a complexidade das relações humanas que desagregam a família e a mascaram. Evangelizar esta realidade, é evangelizar o homem para a história, para a construção da civilização do amor, pois é de onde nasce e desenvolve de forma protegida o verdadeiro amor de Deus que vai sendo derramado sobre os Seus filhos.
Trazer a família, para o projeto de Deus é restaurar o relacionamento conjugal, levar o nome do Senhor aos jovens, orientar e proteger a criança, preparar os que se sentem chamados a esta vocação, para que construam novas famílias, sementeiras da verdade e da luz.
Para se evangelizar a família, temos que começar com a sua base que é o casal que, dentro de uma opção livre, se une para construir a vida. Neste sentido, a Experiência quer evangelizar o casal, respeitando a individualidade do homem e da mulher, mas restaurando o ser novo que nasceu da união, pois serão uma só carne.
Para isto temos nos preparado: para evangelizar de todas as formas possíveis o casal, mas visando o conjunto familiar.
Bem sabemos que o Evangelho é o mesmo: ontem, hoje e sempre. Os destinatários da Boa Nova, hoje, vivem em situações diferentes. Sofrem influências completamente diferentes: da família ou da falta dela; dos relacionamentos comunitários e sociais; dos Meios de Comunicação Social; da comunicação eletrônica e da cultura criada por interesses que muitas vezes se chocam com os valores da vida da família e da Igreja.
É neste contexto que o Movimento nos oferece a Experiência Comunitária como sendo um caminho para evangelizar. Devemos tomar consciência da evangelização que estamos realizando, arregaçar as mangas e partir para o serviço.
Num mundo que a cada dia se compromete menos, assumir um compromisso com a Equipe, com a Igreja, exige um esforço contínuo e firme, perseverança e tenacidade, determinação para valer. Nesta caminhada haverá tropeços, cansaços, desânimos. Mas quem tem fé em Deus, quem tem consciência de seu valor para a Comunidade, não desiste, está sempre recomeçando. Importa é querer!
Hoje, a Região Centro-Oeste I inclui a Experiência Comunitária dentre as suas prioridades, como um dos caminhos a serem percorridos por aqueles que pretendem ingressar nas Equipes de Nossa Senhora.
Nesta caminhada, que também é o caminho de Deus, não existem trilhas que cortam caminhos, é preciso enfrentar o problema, é preciso vencer os conflitos na força do Senhor. O caminho de Deus é reto, é definido, não há como pular degraus, não adianta pular situações e fingir que elas não existem. É por meio das lutas que se aprende a prosseguir. Deus permite algumas delas para que vidas sejam treinadas, moldadas e com isso preparadas para exercer aquilo que ele quer que se exerça. Não há como ser bem sucedido fugindo das situações, não há como ser treinado se não enfrentar de frente os obstáculos. Não existe outro caminho. De Deus não se pode fugir.
Com certeza, obstáculos não faltarão como também não faltarão a tenacidade e a perseverança para a sua transposição. Cabe aqui recordar a a Segunda Inspiração que incomodou e trouxe descontentamento para alguns irmãos equipistas (que chegaram a a intitula-la como a "segunda conspiração"). O desinstalar-se é traumático e, não raras as vezes, deixa cicatrizes que somente serão curadas pela compreensão e pelo amor cultivado entre todas as pessoas envolvidas no processo.
À primeira vista, tudo isto pode parecer muito difícil, mas, Jesus nos responde: "Para os homens sem fé, pode ser, mas para os que têm fé, nada é impossível". (Mt 19, 26).



Para finalizar queremos dizer que temos um compromisso conosco e com as Equipes de Nossa Senhora e, para nós, fazer compromisso é comprometer-se com o estilo de vida e as regras, propostos pelo Movimento. Não é fazê-lo um dia e esquecê-lo depois. Não nos ocorra o que diz a Bíblia: "Tocamos a flauta e não dançastes" (Mt 11, 17), isto é fizemos o compromisso e não o cumprimos, trapaceamos. Nem Deus nem o mundo nos perdoarão!
Que a Sagrada Família nos anime, portanto!. Conduza-nos e nos abençoe sempre na corajosa aventura de lutarmos para que a família e a vida humana sejam reconhecidas e respeitadas em toda a sociedade como aquilo que realmente são: imagem e semelhança de Deus-Amor! E que num futuro não muito distante, a Experiência Comunitária seja presença marcante em cada lar e em cada família deste nosso imenso Brasil.

2. O QUE É EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA?

2.1. A Experiência Comunitária é um instrumento de evangelização que aproveita a vivência e o conhecimento acumulado pelos casais das E.N.S. quanto à vida cristã conjugal, familiar e em comunidade.
2.2. A Experiência Comunitária das ENS concretiza-se pela reunião de um Grupos de casais que procuram desenvolver seu matrimônio e vida familiar e que para isso aceitam experimentar a vida em comunidade e a participar de uma iniciação catequética que lhes anunciará a Boa Nova vivida no casamento.

3. FUNDAMENTAÇÃO EVANGÉLICA

3.1. (Ef 5,31-33): "Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão uma só carne. Esse mistério é grande, mas eu digo em relação a Cristo e à sua Igreja. Por isso, também, cada um de vós, ame sua mulher como a si mesmo e a mulher respeite seu marido". É mistério de amor e de bondade de Deus."
3.2. (Mt 19, 3-9): "Não lestes que o Criador no começo fez o homem e a mulher e disse: por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a uma mulher e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma ó carne. Portanto, não separe o homem, o que Deus uniu". "Eu vos declaro que todo aquele que rejeita a sua mulher, exceto em caso de matrimônio falso, e esposa uma outra, comete adultério; e aquele que esposa uma mulher rejeitada, comete, também, adultério".
3.3. (Mt 18,20): "Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles..."
3.4. (I Cor 9,16): "Se anuncio o Evangelho não tenho do que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação "
3.5 {Mt. 28,19-20}: "Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo".

4. FUNDAMENTAÇÃO TEMÁTICA

4.1. Plano Nacional de Evangelização 2004-2007 – Queremos ver Jesus – Caminho Verdade e Vida
4.1.1.Objetivo geral:
"Evangelizar proclamando a Boa-Nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária a caminho do reino definitivo".
4.1.2.Objetivo específico:
"Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo sua pessoa, vida, morte e ressurreição para proporcionar o ENCONTRO PESSOAL com Cristo, na comunidade, e ajudar a cada pessoa na adesão a ele e no compromisso de segui-lo, realizando a tarefa missionária por ele confiada à Igreja".
4.2. (O Papa João Paulo II expressou especiais palavras de proximidade e consolo aos casais que se encontram em dificuldade — assim como pelos casais separados ou divorciados, durante o encontro mantido com os membros do movimento de famílias "Les Equipes Notre-Dame" (Equipes de Nossa Senhora). 21/01/2003):."Dou graças a Deus pelos frutos de vosso movimento em todo o mundo", disse o Pontífice ao se referir ao ministério que as "Equipes" realizam; e acrescentou que rezava pelos lares e os casais em dificuldade. "Quero manifestar minha proximidade espiritual com os separados, os divorciados e os divorciados que voltaram a se casar", disse o Papa. O Santo Padre recordou inclusive que aqueles "como batizados estão chamados, respeitando as regras eclesiais, a participar da vida cristã".
4.3. (L’Anneu d’Or 138,444): "A Igreja toda e cada um de nós deve ser testemunha do amor do Pai e do Filho, e isso para que os homens nossos irmãos compreendam essa boa nova: que eles são também chamados pelo amor do Pai e do Filho e da sua eterna alegria"
4.4. (Conferência do Pe. Henri Caffarel: "O Carisma Fundador" em 3 de maio de 1987, na reunião dos Responsáveis Regionais da Europa em Chantilly): "Disse-lhes até aqui o que foi bem visto e o que foi menos visto. Dir-lhes-ei agora o que não podia te sido visto, e que o pode ser apenas na atual conjuntura. Em primeiro lugar, atualmente é preciso partir de mais baixo. Formam-se agora muitos casais que não tiveram uma verdadeira catequese, ignoram muito da vida cristã e satisfazem muito mal suas exigência. Conheço atualmente algumas Equipes de Nossa Senhora onde o esforço é conseguir que todos os casais vão à missa de domingo. Esse problema não se poria há quarenta anos. É um fato. Trata-se de uma questão de prática religiosa, mas é, sobretudo uma questão de formação religiosa. A deficiência da catequese explica que haja casais que, não obstante terem uma formação cristã muito insuficiente, desejam, todavia, entrar nas Equipes de Nossa Senhora. E isto me recorda o que outrora vi no Brasil: lá eles tinham instituído anos de propedêutica, de preparação para a entrada nas Equipes de Nossa Senhora. É preciso fazer alguma coisa. Não temos o direito de desamparar casais que estão muito atrás, tanto no plano do pensamento como no plano da prática, mas que, apesar disso, querem junta-se às Equipes de Nossa Senhora."
4.5. ("O casal cristão hoje na Igreja e no mundo:" - A Segunda inspiração ): "Hoje não será exagerado pensar que a nova evangelização das realidades terrenas terá credibilidade sobretudo graças a este sinal de amor, que possui um grande poder de irradiação e de testemunho: o amor conjugal, o amor da família, o amor vivido em pequenas comunidades cristãs. Este é o serviço, esta é a missão que a Igreja pede insistente e urgentemente às Equipes de Nossa Senhora."
4.6. (Experiência Comunitária – Orientações para o Casal Coordenador – Edição 2003, pág. 113): "É preciso, hoje, partir de uma realidade diferente: há uma falta de formação cristã de base, que requer uma catequese de iniciação no capo conjugal e comunitário, além da formação religiosa propriamente dita. Ao final desta iniciação, os casais poderiam escolher o caminho que melhor lhes conviesse: as Equipes de Nossa Senhora ou outros movimentos de casais."
4.7. "Viver em Comunhão para responder a uma Vocação e realizar uma Missão" (Experiência Comunitária – Orientações para o Casal Coordenador – Edição 2003, pág. 115):
4.7.1. Qualquer que seja o estágio da evolução espiritual do casal, cada um se esforça para aprender a viver em comunhão, nesta pequena comunidade de fé que é a equipe. Não se trata portanto de fechar-se sobre si mesmo, nem de se considerar a equipe como um fim em si, pois é inevitável que toda a comunhão tenda a transformar-se em doação aos outros. As Equipes de Nossa Senhora são um movimento de espiritualidade, e uma verdadeira espiritualidade implica em partilhar o que gratuitamente se recebeu.
4.7.2. Esse dom que o Movimento oferece à Igreja e ao mundo consiste em participar da construção do Reino de Deus, baseando-se numa nova imagem do casal.
4.7.3. "Eles não têm mais vinho", dizia Maria nas bodas de Caná, antecipando-se assim, com sua profunda intuição, à intervenção salvadora de Cristo. Hoje, continuam faltando muitos tipos de "vinho" nas bodas da terra.
4.7.4. As Equipes de Nossa Senhora devem estar sensibilizadas a essas carências, por vezes subentendidas, por vezes explicitas, materiais ou espirituais, mantendo os olhos abertos para as grandes questões de nosso tempo, estando atentos às situações de sofrimento no plano conjugal, e prontas a colaborar com outros movimentos neste campo.
4.7.5. As Equipes têm um objetivo específico próprio ajudar os casais a viver plenamente o seu sacramento do matrimônio. Ao mesmo tempo. Elas têm um objetivo missionário: anunciar ao mundo os valores do casamento cristão pela palavra e pelo testemunho de vida."
4.8. "Observações finais" (Experiência Comunitária – Orientações para o Casal Coordenador – Edição 2003, pág. 7)
4.8.1. "A Experiência Comunitária é um serviço de evangelização de casais nascido no Movimento das Equipes de Nossa Senhora e tem sido adotado como a melhor forma de ingresso de casais (novas equipes) no Movimento. Conseqüentemente é de responsabilidade dos casais Responsáveis de Setor e sua equipe, o apoio e o acompanhamento das Experiências Comunitária e a formação dos Casais Coordenadores.
4.8.2. O trabalho com E.C. já realizado em muitos setores, tem demonstrado que se obtém melhor resultado quando são iniciados vários Grupos simultaneamente, porque os casais coordenadores podem trocar informações e idéias preparando juntos suas reuniões; e poderão contar também com o auxílio de um casal mais experiente indicado pelo Setor. Essa atitude também é positiva quando há a perspectiva de formação de novas equipes no Movimento das Equipes de Nossa Senhora."
4.9. "Pastoral de Evangelização"
4.9.1. (Excerto do artigo publicado no jornal O Equipista, escrito por Dom Geraldo do Espírito Santo ÁVILA – Arcebispo Ordinário Militar do Brasil e Conselheiro Espiritual do Setor D/I e da Equipe 10D-I – Província Centro-Oeste – Brasília (DF): "Nós, das Equipes de Nossa Senhora, precisamos estar atentos e não nos contentarmos com os nossos deveres de equipistas, e termos a tentação de que, feito o que a Equipe pede, está tudo bem. Sempre corremos o grande perigo de não olharmos para frente e para os lados. Na Igreja Católica temos este defeito. Enquanto os outros estão trabalhando para conquistar outros, nós estamos contentes em participar de um pequeno Grupos; fazemos todo o esforço por este pequeno Grupos, e nos acomodamos aí." [...]
4.9.2. (Excerto do artigo publicado na revista Cavaleiro da Imaculada , abril/2004, pág. 13, escrito pelo Prof. Paulo Ueti: "Ai de mim se não pregar o Evangelho"): "Evangelizar não é unicamente e nem prioritariamente falar de Jesus e de seu projeto, ou falar da Igreja e de suas necessidades. Evangelizar é essencialmente dizer (e fazer) uma boa notícia".
4.10. Experiência Comunitária: Uma missão do Casal Cristão Equipista (Excertos do artigo do CRP Rita Morgana/José Adolfo) publicado no jornal O Equipista nº 123, de dezembro/2003, pág. 10):
4.10.1. "[...] Em julho próximo passado, ao final do 1º Encontro Nacional, Sílvia e Chico, no envio convocou a cada um de nós a lançarmos nossas redes em águas mais profundas. A convocação provocou em nós uma grande inquietação e durante nossas reflexões fizemos a ligação entre a convocação recente e uma das orientações gerais do nosso Movimento: expansão sustentada / prioridade em lançar novas Equipes de Nossa Senhora por meio de Experiência Comunitária (grifamos)."
4.10.2. "[...] O que podemos constatar é que as Experiências Comunitária podem e devem ser utilizadas por nos casais equipistas como forma de evangelizar outros casais, não só com o objetivo de formar novas equipes, mas sobretudo como forma missionária de evangelizar em paróquias,a na Pastoral Familiar e em novas comunidades, (grifamos) sendo promovidas com casais recém-casados e com noivos, dando-lhes a oportunidade de construir uma verdadeira família cristã."

5. OBJETIVOS

5.1. Despertar em casais católicos que têm em comum a inquietação pela procurar da felicidade e entrevem nas propostas cristãs um caminho a eles aberto, pela Experiência Comunitária das Equipes de Nossa Senhora — um instrumento eficaz de evangelização, de vida comunitária e de ajuda mútua entre os casais nela envolvidos.
5.2. Convidar esses mesmos casais a realizar conosco, por um período de tempo, essa caminhada em comunidade para o conhecimento pessoal, conjugal, familiar e social a fim de que, compreendendo essa realidade, possam assumi-la e procurem transformá-la.

6. IMPLANTAÇÃO

6.1. Para a implantação da Experiência Comunitária, a Região contará com uma Coordenação que se responsabilizará pelo fornecimento de todas as orientações, subsídios, assessoramento e material necessários.
6.2. Os CRS definirão as necessidades. Eles deverão "querer" esta atividade no Setor e estar de acordo e dispostos a conduzir e acompanhar esse serviço de evangelização do Movimento, dando continuidade, acompanhamento e assistência aos casais que irão vivenciar a Experiência Comunitária, especialmente, aqueles que optarem por ingressar nas Equipes de Nossa Senhora.
6.3. A Coordenação da Experiência Comunitária fará uma explanação sobre os objetivos, metodologia e dinâmica da Experiência aos CRS e CRE, sempre que solicitada pelo CRR.
6.4. Os CRS designarão casais comprometidos com as Equipes de Nossa Senhora para ser Coordenador e Casal Apoio, ambos indicados pelos CRE.
6.5. Os casais designados passarão por um Curso de Formação, com carga-hora estimada entre 4 e 6 h, podendo ser realizado em duas noites, uma tarde ou uma manhã de acordo, a critério da Região, em datas pré-estabelecidas no calendário ou em ocasiões julgadas necessárias.
6.6. Equipistas e/ou integrantes das pastorais da comunidade poderão indicar os casais católicos que buscam um melhor conhecimento da sua religião e se disponham a participar da Experiência.
6.7. Os casais indicados poderão ser convidados a participar do Encontro de Reflexão: "E Eu te escolhi...", especialmente preparado, visando propiciar melhor aproximação, fixação dos objetivos da Experiência e, por conseqüência, a formação dos respectivos Grupos com no mínimo 7 e no máximo 10 casais. (vide item 14)
6.8. O Encontro de Reflexão, caso ocorra, será montado para, no mínimo 20 (vinte) casais, por razões de ordem prática e funcional cabendo, ainda, participação ativa dos CRS no decorrer de todo o evento.
6.9. A Coordenação da Experiência Comunitária orientará todo o processo de implantação desse serviço de Evangelização na Região e dirigirá o 1º Encontro de Reflexão. Posteriormente dará toda a formação necessária para a continuidade, crescimento e desenvolvimento dos Grupos formados.
6.10. Ao término da série de reuniões (duração prevista de até 20 meses), os casais evangelizados, que optarem pelo ingresso nas Equipes de Nossa Senhora, serão direcionados para informação e posterior pilotagem nos respectivos Setores. Caso contrário, serão orientados para as diversas pastorais paroquiais.


7. METODOLOGIA


7.1. A realidade e a experiência pessoal, conjugal e comunitária posta em comum, levam à descoberta de valor intrínsecos, que permitem a adesão da inteligência e do coração. E por se configurar como resposta à inquietação de cada pessoa, de cada casal e de toda a comunidade. Para realizar esta adesão da inteligência e do coração propões o seguinte método:
7.1.1. Ajudar a descobrir que "O Senhor fez em mim maravilhas". Este método consiste em criar oportunidades para que as pessoas verbalizem suas idéias, seus valores, sentimentos, intuições, dúvidas, descobertas: ouçam as colocações de outras pessoas; observem a maneira como vivem para que possam tirar conclusões que sejam suas.
7.1.2. Aceitar e viver o que se descobre é bem mais natural do que aceitar e viver o que os outros nos sugerem.
7.1.3. Criar também a oportunidade para que os casais tenham um encontro pessoal com Deus, o que se realiza por muitas maneiras, mas especialmente através da Oração, da Palavra e do Irmão. Que eles descubram que Deus os ama e os chama pelo nome!

8. O CASAL COORDENADOR/APOIO

8.1. Para que tudo isso se realize é de enorme importância a atuação do Casal Coordenador/Apoio. Como João Batista, ele irá "aterrar os vales e nivelar os montes" para preparar os caminhos do Senhor.
8.1.1. Coordenar uma Experiência Comunitária é evangelizar, é oferecer um lugar, criar uma situação onde a graça possa manifestar-se onde a conversão, dom de Deus, possa realizar-se. Assim, a missão do Casal Coordenador é a missão do evangelizador.
Não se espera do Casal Coordenador que aja como um professor ou doutor, mas que promova a participação e comunhão de todos, orientando os trabalhos, incentivando os casais, procurando eliminar as dúvidas, criando um ambiente de confiança e alegria.
8.1.2.Sua função básica consiste em fazer falar, ouvir, encaminhar para os objetivos de cada reunião e ao final, tendo captado a palavra de cada um, resumi-la, dar-lhe unidade e significado.
8.1.3. O Coordenador é quem reúne a comunidade e lhe dá entusiasmo. Mas é ela, a comunidade que se constrói a si mesma. É preciso não ter pressa e deixar sedimentar a Palavra e a Amizade.
8.1.4. O mais importante, no entanto, é que o Casal Coordenador esteja sempre pronto a dar as razões de sua fé, de sua adesão ao Cristo e à Igreja e de sua plena confiança no Sacramento do Matrimônio como caminho da santificação.
8.1.5. Para ajuda-lo em sua missão, elaborou-se o Manual que, como tal, não se destina aos casais que participam da Experiência, mas, apenas, ao Casal Coordenador/Apoio.

9. REUNIÕES DE GRUPOS – DINÂMICA

9.1. Os Grupos da Experiência Comunitária serão formados, preferencialmente, a partir do Encontro de Reflexão.
9.1.1. As reuniões serão realizadas quinzenalmente nas residências dos casais, em sistema de rodízio, com duração máxima de 2 (duas) horas.
9.1.2. A coordenação/condução da reunião ficará a cargo de um Casal Coordenador e/ou um Casal Apoio e, quando possível, terá a orientação de um sacerdote.
9.1.3. As reuniões deverão ser alegres e dinâmicas, sem excessos, de forma a fortalecer os vínculos de amizade entre os participantes.
9.1.4. A seqüência das reuniões não deverá se prolongar por mais que um ano, haja vista o caráter de "experiência" de que se reveste.
9.1.5. Após as reuniões, serão elaborados relatórios sucintos informando: a presença e a participação dos casais, bem como o seu desempenho, além de críticas e/ou sugestões porventura necessárias
9.1.6. Cada Casal Coordenador/Apoio receberá um Manual de Orientações para o Casal Coordenador bem como roteiros (Anexo I) que servirão de balizamento para a condução das reuniões.

10. MOTIVAÇÃO DAS REUNIÕES

O Manual de Orientações para o Casal Coordenador está divido em 9 (nove) unidades que, para melhor aproveitamento, estão distribuídas em 16 (dezesseis) reuniões, ou seja, algumas unidades serão desenvolvidas em mais de uma reunião (conforme quadro abaixo). Cada unidade apresenta:
• objetivos
• sugestão de dinâmicas a serem usadas
• sugestão de atividades a serem realizadas após os encontros
• conceituação de apoio ao Casal Coordenador/Apoio

11. EXPANSÃO SUSTENTADA


Para efeito de complementação de equipes já formadas, poderá ser feita a pilotagem "paralela" de casais que não tenham passado pela Experiência Comunitária, a critério do Colegiado Regional.

12. CURSOS DE FORMAÇÃO:

Os Cursos de Formação tem a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre a missão do cristão, do casal e da família, fazendo uma reflexão sobre o que é ser Igreja hoje. Motivar e preparar os Casais Coordenadores/Apoio para o trabalho de Coordenação dos Grupos e das Equipes de Serviço nos Encontros de Reflexão. Estimular a perseverança e a conversão contínuas. Efetuar uma revisão de vida dos casais (conjugal, familiar, apostólica) e um aprofundamento na fé e na vida espiritual. São realizados periodicamente em forma de cursos, dias ou noites de formação. Dentro deste enfoque, serão desenvolvidos os seguintes temas:
• Dinâmica de grupo
• O que é a uma Experiência Comunitária
• A vivência dos Sacramentos
• O Projeto de Deus – AT
• Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida – NT

13. MÉTODO DE APLICAÇÃO E REVISÃO DO PROJETO

13.1. Compete à Coordenação da Experiência Comunitária motivar, articular, orientar e acompanhar a realização deste Projeto por todos os Setores da Região Centro-Oeste I e, na medida do possível, por todas as paróquias da Arquidiocese. Metodologia:
13.1.1. Realizar reuniões periódicas com o Casal Responsável Regional e os Casais Responsáveis de Setor.
13.1.2. Realizar reuniões periódicas com a coordenação de cada Grupo, a fim de refletir sobre a sua caminhada na realização do Projeto Experiência Comunitária.
13.1.3. Cobrar dos Setores atividades vinculadas ao Projeto Experiência Comunitária, acompanhar sua execução e avaliar os resultados.
13.2. Compete à Coordenação da Experiência Comunitária a aplicação deste Projeto Experiência Comunitária nos Setores da Região Centro-Oeste I:
13.2.1. Promover cursos, encontros, reuniões de estudo do Projeto e de documentos do Movimento referentes à Experiência Comunitária.
13.2.2. Realizar reuniões de avaliação da implantação e continuidade do Projeto Experiência Comunitária na Região.
13.2.3. Estimular a reflexão e a criatividade para uma efetiva ação evangelizadora em toda a Região Centro-Oeste I.
13.3. Compete a todos os Casais Responsáveis de Setor transformar as propostas apresentadas neste Projeto, pela prática do testemunho de comunhão, do serviço, do diálogo e do anúncio explícito de Jesus Cristo. Para isso, é fundamental:
13.3.1. Refletir sobre o Projeto Experiência Comunitária da Região e do Setor e animar, através dos CRE e CL, as respectivas equipes na sua execução.
13.3.2. Empenhar-se para que os Casais Coordenadores/Apoio tenham presença significativa nos eventos paroquiais e arquidiocesanos.
13.3.3. Realizar reuniões setoriais periódicas, com a participação dos Coordenadores dos Grupos, organizados em âmbito do Setor bem como do Coordenador da Experiência, para dinamizar a ação evangelizadora e comunitária proposta.
13.4. Compete aos Setores conhecer, assumir e concretizar este Projeto Experiência Comunitária, dentro das prioridades da Região.
13.5. Compete ao Casal Coordenador/Apoio coordenar, motivar, articular, orientar e acompanhar o Grupo que lhe for destinado:
13.5.1 Elaborar, após cada reunião, relatório sucinto que será encaminhado à Coordenação da Experiência.
13.5.2 Participar das reuniões promovidas pela Coordenação da Experiência, para troca de idéias, avaliação e correção de rumos, se for o caso, além das reuniões convocadas pelo CRS.

14. ENCONTRO DE REFLEXÃO: "E Eu te escolhi..."

14.1. À guisa de sugestão, apresentamos o Encontro de Reflexão como sendo uma das formas de se motivar casais a participar da Experiência. (Vide roteiro)
14.1.1. Ali, os casais presentes tomarão conhecimento sobre o que é uma "Experiência Comunitária" das Equipes de Nossa Senhora: seus objetivos básicos e quem, de fato, poderá participar dela.
14.2. O Encontro de Reflexão se desenvolve durante um dia inteiro, preferencialmente em um Domingo (podendo, entretanto, dependendo da realidade, ser realizado em um Sábado ou dia feriado), das 8 horas às 18 horas. É organizado e conduzido por um Grupo de casais ligados à Região, com a participação efetiva de um sacerdote que desempenhará a função de Conselheiro Espiritual do Encontro.
14.3. O Encontro de Reflexão tem como objetivo acolher os casais "captados" bem como os Casais Coordenadores e Apoio dos Grupos a serem formados e, assim, despertá-los e integrá-los nos Grupos de Experiência, fornecendo-lhes pistas concretas para sua ação e perseverança.
14.4. O Encontro é constituído de uma seqüência de palestras e testemunhos de casais equipistas, intercaladas por reuniões de Grupos e cânticos, abordando os seguintes temas:
• Palestra Inicial apresentando o que é a Experiência Comunitária e a metodologia que será desenvolvida no Encontro de Reflexão
• Testemunho de vida conjugal e familiar
• Palestra: O que é uma Experiência Comunitária
• Palestra: A história de dois pezinhos
• Declamação: Poema Cântico das Núpcias

14.5. Deixamos claro que a realização deste Encontro é opcional cabendo, pois ao CRR decidir no momento oportuno.

15. REENCONTROS:

Os Reencontros são reuniões realizadas periodicamente (mensal ou bimestral) nas dependências da comunidade paroquial. Tem por finalidade reunir todas as pessoas integrantes dos Grupos de Experiência Comunitária que vivenciaram o Encontro de Reflexão. Objetiva, ainda, um crescimento na fé, na vida conjugal e familiar, na vivência e inserção da comunidade paroquial e na Igreja, por meio de estudo, reflexão e ação e o incremento da fraternidade, na construção do Reino de Deus.

16. CRÉDITOS / AGRADECIMENTOS

Mais uma vez, pudemos experimentar o espírito de acolhimento e doação dentro do Movimento.
Mantivemos contato com diversos casais, espalhados por esse Brasil afora, na busca de subsídios que pudessem nos auxiliar na montagem deste Projeto.
É este o Movimento que acreditamos, pois entendemos que "movimento" é uma coisa dinâmica, viva.
Foram muitas sugestões, críticas e testemunhos. Foram muitas palavras de incentivo e algumas, nem tanto, apresentadas pelos nossos irmãos equipistas de: Florianópolis (SC), São Carlos (SP), São Paulo (Capital), Fortaleza (CE), Petrópolis (RJ), Pouso Alegra (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE), Valparaiso (SP), Rio de Janeiro (RJ), Ponta Grossa (PR) e Porto Alegre (RS), que nos enviaram farto material (roteiros de reuniões e encontros, fitas com músicas etc) com a informação da eficácia na sua aplicação.
Agradecemos a Deus, por todos os irmãos que nos escreveram e nos telefonaram. Alguns deles, de alguma forma, ainda guardam vinculo com a Equipe 2B-I. Entre eles, citamos: Helenie/Sérgio, Erenita/Attanazio e Beth/Beto.

17. MATERIAL IMPRESSO:

• Experiência Comunitária – Orientações para o Casal Coordenador
• O Carisma Fundador – Discurso de Chantilly – Pe. Caffarel

18. INFORMAÇÕES E SOLICITAÇÃO DE MATERIAL:

Casal Coordenador da Experiência Comunitária e Expansão
Região Centro-Oeste I

Dalila e Xisto (Equipe 2B-I)
SQS 216, bl. "G", apt. 104
70.295-070 - Brasília, DF
Tel.: (61) 3345-8891 e (61) 9216-2766
xisto@xistonet.com

Brasília, Páscoa de 2004.