EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA

13ª REUNIÃO – MOTIVAÇÃO: "PARA VOCÊ, QUEM É ESSE HOMEM DE NAZARÉ?" 3º parte

ROTEIRO


1. CANTO INICIAL
2. INVOCAÇÃO À TRINDADE / ORAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
3. ORAÇÃO – Leitura da "PARÁBOLA DO SEMEADOR" (Lc 8, 4-18)
- Reflexão comunitária (procurar captar a mensagem prática)
- Oração espontânea sobre o texto
- Intenções particulares
4. CO-PARTICIPAÇÃO
Cada casal ilustra ou dramatiza a parábola que escolheu, conforme dever de casa.
5. TEMA DE ESTUDO - "COMO JESUS SE REVELA"
- Leitura do texto "COMO JESUS SE REVELA" (a ser distribuído na reunião)
- Leitura dividida entre os participantes (procurar ler com calma, pausadamente) Destacar o que mais chamou a atenção na leitura
6. TAREFA DE CASA
Tivemos a oportunidade de "conhecer JESUS" como Salvador e redentor. ELE morreu, ressuscitou e voltou ao Pai. Vamos aprofundar na "ascensão" de JESUS e o que aconteceu antes de Pentecostes (vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos). Assim poderemos compreender melhor que ELE não nos abandonou, mas criou a Igreja, para continuar sua missão de salvação. A Igreja é o corpo que ELE deixou na história, para dar continuidade a sua missão.
TEXTOS PARA APROFUNDAMENTO
At 1, 1-14; At 1, 15-26; At 2, 1-13; At 2, 14-36; At 2, 37-41; At 2 42-47.
- Questionamento: "Para vocês, o que é Igreja?" (Trazer a resposta, por escrito, na próxima reunião).
7. AVISOS
8. CANTO
9. ORAÇÃO FINAL
10. LANCHE


Texto 17

COMO JESUS SE REVELA

A vida de Cristo se fez, toda ela, de decisões. Jesus viveu numa época apaixonante e desnorteante. A Palestina era ocupada pelos Romanos que deixavam às autoridades locais apenas um poder ilusório. O povo de Israel, consciente de ser o Povo de Deus, sofre sob a servidão romana.
A esperança da vinda do Messias jamais esteve tão forte. E se espera que Ele liberte a nação do jugo romano pesadíssimo. As autoridades religiosas se acham divididas.
É nesse contexto sócio-político que surge um homem de seus trinta anos, que se dedica à pregação. E logo ele chama a atenção pelo seu equilíbrio e pela sua liberdade. Não é rabino; vem de um lugar desconhecido da Galiléia e no entanto, logo reconhecem que ele fala com autoridade. Usa uma linguagem, do seu tempo, introduz na pregação os temas proféticos, é aparentemente seguidor da tradição, mas estranhamente nele tudo parece novo. Superior diante de todas as contingências materiais, é livre diante dos parentes que o consideram "louco"; diante de Herodes, a quem chama de raposa. Não é teólogo mas discute com os doutores e logo impõe, naturalmente com exigência decorrente do seu modo de viver, uma renúncia total em favor de sua missão.
As multidões da Galiléia seguem-no com entusiasmo, reconhecendo-o como o Messias e querem fazê-lo rei. Querem um Messias triunfante, mas ele se afasta, porque sabe que não deve revolucionar o mundo pela força, mas pelo amor e anuncia-lhes que é pelo sofrimento e pela morte que Ele deve estabelecer o Seu reino de amor.
Suas atitudes muitas vezes provocam escândalos: como o fato dele perdoar pecados.
Ele sabe que seus gestos libertadores, sua atitude de contestação radical da sociedade política e religiosa haverão de conduzi-lo à morte. Mas nada o fez mudar de idéia e continua o seu caminho. O segredo de sua extraordinária liberdade é uma relação particular com Deus. Ele sabe que é o enviado do Pai.
Pela sua vida Ele revela sua missão: veio nos comunicar, nos revelar o Pai.
Diante do Sinédrio, já condenado, Ele diz claramente que é o Messias anunciado nas Escrituras. Ele é o servo de Javé de que fala Isaías. E Jesus morre na cruz, condenado por aqueles que eram responsáveis pelo povo, sozinho, abandonado, apenas na companhia de algumas mulheres, entre elas Maria, sua Mãe e um discípulo: João.
Mas Ele não podia permanecer morto. Realizou-se o grande Milagre: a Ressurreição.
Foi algo único na história da humanidade: Deus O ressuscitou e O revelou a alguns discípulos mais íntimos. Não como quem volta à vida biológica de antes, mas como quem conservando sua identidade de Jesus de Nazaré, se manifesta totalmente transfigurado. Agora tudo se revelou. Deus não abandonara Jesus. Nisso reside o núcleo central de nossa fé: a nossa razão de crer. A ressurreição é a Páscoa, passagem para uma nova vida: não é um fato histórico qualquer, mas um fato captável pela fé.
Ninguém viu a ressurreição. O que temos são dois fatos bíblicos: o sepulcro vazio, que não é prova da ressurreição e as aparições. Os relatos dessas aparições revelam duas tendências fundamentais: a realidade corporal de Jesus e a identidade do Cristo ressuscitado como o Jesus de Nazaré.
Os evangelhos transmitem o seguinte sobre as aparições: são uma presença real de Jesus: Ele come, caminha com os seus, deixa-se tocar, ouve e dialoga com eles. Sua presença é tão real que foi confundida com um viajante, um jardineiro, um pescador. Mas ao lado disso há fenômenos estranhos: Ele aparece e desaparece, atravessa paredes... O fato é que com a ressurreição tudo se iluminou. Houve uma reviravolta na vida dos apóstolos. Eles estavam assustados, fugiram para a Galiléia, mas agora voltam a crer nele como o FILHO DE DEUS. E com coragem anunciam aos judeus: "Vocês o entregaram e mataram... Deus porém O ressuscitou dos mortes".
A ressurreição revelou que a morte de Jesus foi por nossos pecados, foi conseqüência da má vontade, ódio e fechamento sobre si mesmos em que viviam os judeus e em que toda a humanidade ainda vive.
Devido à ressurreição, o Cristianismo deixa de ser uma religião saudosista que comemora apenas o passado, mas se torna uma religião presente que celebra a certeza de uma presença viva e pessoal do Cristo.
A fé do homem cristão nos faz crer que também iremos ressuscitar, pois pela Ressurreição de Cristo recebemos de herança uma vida imortal, vinda de Deus, livre de qualquer ameaça de corrupção.
A ressurreição transforma o nosso eu espírito-corporal em imagem de Jesus ressuscitado.
E temos já a ressurreição começada aqui e agora nesta vida: cada dia podemos ressuscitar, à medida que nos transfiguramos e vamos sendo revestidos do espírito de Deus e nos modificando. A nossa ressurreição acontece cada vez que passamos do Mal para o Bem, da Morte para a Vida.
É o Cristo ressuscitado que nos comunica vida, força esperança. Ele se faz presente entre nós de corpo e alma e nós podemos reconhecê-lo como O reconheceram os discípulos de Emaús ao partir o pão. Os cristãos se reúnem em torno da comum-união (comunhão-eucaristia) onde o pão é partilhado e se celebra a morte e Ressurreição do Senhor, que se torna a fonte de onde nasce a água nova que irriga a árvore da vida e permite que ela produza frutos.
É esta convivência em torno da mesa eucarística que nos abre os olhos e nos faz perceber a voz de Cristo.
Lucas nos aponta três canais de comunhão com o Cristo ressuscitado e com a sua força: o irmão ao nosso lado, a Palavra de Deus e a reunião de amigos em torno da mesma fé e do mesmo ideal, na Eucaristia.