EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA

15ª REUNIÃO - MOTIVAÇÃO: "OS GESTOS DE DEUS - SACRAMENTOS"

ROTEIRO

1. CANTO INICIAL
2. INVOCAÇÃO À TRINDADE / ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
3. ORAÇÃO: - Texto Bíblico: Jo 17, 20-26
- Reflexão silenciosa
- Intenções particulares / Oração litúrgica
4. CO-PARTICIPAÇÃO
Colocar em comum o esforço feito para uma melhor vivência como Igreja Doméstica, conforme a TAREFA DE CASA.
5. TEMA DE ESTUDO - "OS GESTOS DE DEUS - SACRAMENTOS"
- Leitura do texto a ser distribuído pelo casal coordenador
- Colocar em comum as dúvidas encontradas
- Destacar as riquezas descobertas
6. TAREFA DE CASA
Procurar ler o texto "OS SETE SACRAMENTOS", pesquisando mais profundamente o SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO. Buscar respostas para as perguntas:
- Por que receber este SACRAMENTO? (Matrimônio)
- Quem ministra este SACRAMENTO?
- Qual o sinal (gesto, palavra) que o transforma em SACRAMENTO?
- Qual a graça conferida por ele?
- Qual a missão a que somos chamados em conseqüência dele?

OBS. 1: No texto "OS SETE SACRAMENTOS" não se aprofunda cada um dos SACRAMENTOS. O aprofundamento sobre o MATRIMÔNIO deverá ser livre, podendo cada casal ler algum livro ou pesquisar com um Sacerdote.
7. AVISOS
8. CANTO
9. ORAÇÃO FINAL
10. LANCHE
OBS. 2: Entre a 15ª e a 16ª reunião, em data e local previamente estabelecidos, o casal coordenador deverá programar uma "Celebração Eucarística" (Missa), para o grupo, onde deverá ser aprofundado o Sacramento da Eucaristia através da explicação catequética parte a parte, pelo Sacerdote. No final da missa o lanche de confraternização.


Texto 19

OS GESTOS DE DEUS - "SACRAMENTOS"

Jesus antes de morrer se expressava e se comunicava, se deixava ver, ouvir e seguir, em seu corpo humano. Agora Ele se torna presente, se deixa ouvir e seguir em um novo corpo: O corpo da Igreja, a comunidade de seus discípulos.
Onde está Jesus? "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou no meio deles". (Mt 18, 20)
O corpo humano de Jesus era o lugar da sua presença da sua ação como filho de Deus no tempo de sua vida terrena; agora, a Igreja é esse mesmo lugar. Seguindo e ouvindo a Igreja, recebendo seus gestos, estamos seguindo, ouvindo e acolhendo a Jesus Glorificado.
Por meio da Igreja, Jesus se manifesta e age com 7 gestos fundamentais: os Sete Sacramentos.
O homem é capaz de ler e interpretar a mensagem do mundo através de sinais. O próprio homem é sinal, é sacramental. Muitas vezes ele se faz cego e surdo a um certo tipo de símbolos, porque eles não se atualizaram e por isso poucos falam por si mesmos; precisam ser explicados. Por isso, talvez o homem moderno desconfia do Universo Sacramental Cristão. Pode assim sentir-se tentado a cortar toda a relação com o símbolo religioso, já que a linguagem do sacramento é narrativa e não argumentativa.
A teologia por séculos, foi argumentativa, querendo falar à inteligência dos homens e convencê-los da verdade religiosa. Por isso os sucessos foram poucos; convencia geralmente só aos já convencidos. Tinha-se ilusão de que Deus e os mistérios se Jesus Cristo pudessem ser aceitos intelectualmente, sem antes terem sido acolhidos na vida e transformado o coração. Esqueceram-se de que a verdade religiosa não é uma forma abstrata mas uma experiência de vida. Nos sacramentos é Deus que desce até o homem e o homem se deixa elevar a Deus para o encontro. O Sacramento concede uma graça específica a quem não lhe opõe obstáculos, àquele que se deixa conduzir por Deus.
Assim os sacramentos são encontros de amor, com a nossa resposta de comprometimento na tarefa da construção do Reino.
Jesus de Nazaré é mais do que o homem da Galiléia; é o Cristo, o Sacramento Vivo de Deus. Mas isso só é possível de ser compreendido por quem vive Deus. Na medida em que alguém se deixa penetrar por Deus é premiado com a transparência Divina de todas as coisas.
Na Igreja tudo é sacramento, mas nos momentos-chaves o homem sente que a vida não se sustenta por si mesma. Por isso os Sacramentos são importantes pois nesses momentos se tornam os eixos fundamentais da vida humana, como os nós da cana. Estes nós existenciais ganham um caráter sacramental e por isso os cercamos de símbolos e ritos, significando gestos de amor de Deus a nos dar vida e graça.
Quando você comunica um sentimento a alguém, você normalmente acompanha seus gestos com palavras. Palavra e gesto formam uma unidade nos
Sacramentos. As palavras esclarecem o sentido dos gestos revelando com mais clareza o que comunicam.
Todo Sacramento tem: o Ministro, o sinal (gesto-palavra), a graça e a missão. São eles: Batismo que nos torna filhos de Deus; Crisma (Confirmação) que confirma essa filiação; Penitência (Confissão) que nos reconcilia com o Pai; Eucaristia (Comunhão) que nos alimenta a alma; Unção dos Enfermos que nos transmite a paz até a cura; e os dois últimos: Ordem e Matrimônio que são opcionais de acordo com a vocação de cada um.
1 - BATISMO: MOMENTO FORTE DO NASCIMENTO
Jesus nos trata de modo pessoal, de acordo com situações determinadas em que nos encontra vivendo. Para cada situação, há um tipo de gesto e serviço.
Assim também nós: se a pessoa está doente, temos um modo de tratar e um serviço a prestar. Se ela está alegre, nossa presença é outra. Assim Jesus. Se Ele encontra em situação de estranhos a Deus e de escravos do pecado, Ele vem a nós com o Batismo e nos torna filhos.
Por isso os Sete Sacramentos existem, devido as situações diferentes que vivemos neste mundo. Jesus sempre vem a nós na totalidade da sua pessoa, mas nos atende conforme nossas necessidade concretas.
Quando você comunica um sentimento a alguém, você normalmente acompanha seus gestos com palavras. Palavras e gestos formam uma unidade nos Sacramentos. As palavras esclarecem o sentido dos gestos, revelam com mais clareza o que comunicam. No Batismo, o gesto fundamental vem acompanhado com a Palavra. O banho com água (a água significa purificação, vida nova, libertação) vem acompanhado das palavras: "eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O primeiro ato do Batismo é a acolhida da pessoa que se torna então membro da Igreja. A pessoa ganha uma dimensão eclesial em sua vida. É o dom da Eclesialidade - primeira graça batismal; a pessoa é tirada de sua solidão e incorporada à Igreja.
E pela Eclesialidade, a pessoa cria um compromisso com a Igreja; ela então vai pensar, sentir, agir como Igreja. E a comunidade eclesial passa a ser o ponto de referência fundamental para a sua vida. A comunidade é para o cristão, o que a água é para o peixe. A participação ativa na comunidade é questão de honra para o batizado e é questão de sobrevivência. Se o tição se afastar do fogo ele se apaga. Se o batizado se afastar da comunidade, acaba perdendo sua fé e impedindo o desenvolvimento de sua vida cristã.
Toda a ação da Igreja é também uma ação de Cristo. Como ação da Igreja o Batismo nos comunica a Eclesialidade e como ação de Cristo, o banho batismal lava, purifica o pecado, liberta da situação anterior, comunicando-nos uma vida nova.
Então, enquanto ação de Cristo, o Batismo nos comunica aquilo que Ele é: o Filho de Deus glorificado; Ele nos comunica sua filiação.
O Batismo nos faz filhos de Deus.
Portanto, no Batismo, acabo de nascer: sou filho e se sou filho, sou também herdeiro de Deus e sou irmão de todos os filhos. Não sou mais escravo, mas livre e membro da família de Deus, a Igreja.
Recebo a vida do Filho que como homem, foi enviado ao mundo, em missão. A Igreja não é lugar de descanso. É aqui e agora que sou chamado a ser filho de Deus e membro da Igreja. E a Igreja a que pertenço existe para; evangelizar, praticar a caridade libertadora, criar a comunhão dos homens entre si e servir a Deus. O Batismo é o começo de uma missão: novo modo de viver, agir e falar no mundo. Também para Jesus, o Batismo foi o início de sua missão (Lc 3, 21-22).
O Batismo de Jesus o introduziu na missão (At 10, 37), foi uma "carteira de trabalho", não o ingresso num lugar de repouso. Assim para nós, o Batismo nos envia em missão no mundo, missão que só termina quando chegarmos ao "repouso eterno", na casa do Pai.
2 - CONFIRMAÇÃO: CONFIRMA, REFORÇA A GRAÇA DO BATISMO
O que vemos? É administrado pelo Bispo e consiste numa "imposição das mãos" e uma unção com óleo na testa com as palavras: "Recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo". O que aí se representa e comunica?
Façamos uma comparação. Quando nascemos somos registrados e assim reconhecidos como cidadãos brasileiros. Temos direitos e deveres de cidadãos. Mas como crianças não temos consciência de nossos direitos e deveres. São nossos pais quem respondem por nós. Quando nós crescemos, somos chamados a nos alistar no exército e tirar título de eleitor. Somos reconhecidos como capazes de assumir, por nós mesmos, nossos direitos e deveres com a Pátria.
Na Igreja se dá semelhante. Como batizados, somos membros da Igreja. Mas como crianças, não temos condições de assumir a missão de evangelizar o mundo. Com isso, a Igreja reconhece a nossa maioridade cristã e nos confia uma participação responsável em sua missão pública. E assim a pessoa se torna membro ativo da comunidade. Mas nossa missão não é puramente humana. Daí, ao enviar em missão, a Igreja comunica o dom do Espírito Santo (Jo 20, 19-23).
A Crisma é para todos nós, o que foi o Pentecostes para os discípulos. Se pelo Batismo Jesus nos incorporou a Ele e à Igreja ("vem e segue-me"), pela Crisma, Ele nos envia, comunicando-nos a força do seu Espírito: "Ide e anunciai, sede minhas testemunhas". A cada um, o Espírito Santo confere um dom e pede um serviço. Mas todos os serviços e diferenças devem ser postos para edificar a Unidade da Igreja e o Reino de Deus no mundo.
Assim. A Crisma é um Sacramento de Cristo e da Igreja: ele nos dá o Espírito, envia-nos em missão, missão esta que é eclesial. Só pode ser realizada em comunhão com a Igreja.
3 - PENITÊNCIA
As pessoas se confessam quando sabem que em seu modo de viver houve uma negação de Deus e uma negação do próximo. Ali recebem o perdão e reconstroem a vida. Celebrar a penitência é converter-se, o que significa "voltar" ou lembra os sinais de trânsito: converter é viver, pegar outro caminho. Não podemos estar fora do caminho de Deus. O lugar da virada é o sacramento da Penitência - deixando o caminho do pecado. Deus me acolhe no caminho da salvação.
(Palavra de Deus: Lc 13, 14)
Na confissão, os sinais são menos sensíveis, mas eles existem: a atitude da comunidade penitente, a imposição das mãos do ministro e as palavras de perdão.
O meu pecado não atinge diretamente a Deus. Eu ofendo a Deus enquanto não acolho seus filhos e meus irmãos. E Ele me perdoa, na medida em que me reconcilio com os irmãos: "perdoai-nos como nós perdoamos".
Vivo como filho, num mundo ameaçado pelo pecado. E não poucas vezes me deixo vencer pela tentação. Sou filho, mas ainda não cheguei à estatura de Jesus: fidelidade total a Deus e serviço total aos irmãos. O pecado faz parte da minha vida, preciso constantemente "restaurar a graça batismal e retomar minha vida de filho. Por isso, Jesus Deixou mais este ponto de encontro: o Sacramento da Penitência e do perdão. Os inimigos de Deus não descansam. O mal e o pecado, às vezes vêm parecidos com o bem. E muitas vezes, a gente vai na onda: começa a cultivar a ambição, porque parece bom ter muito; o egoísmo, porque parece bom acumular, a injustiça porque parece bom dominar os outros, e assim por diante. Como o jardineiro está sempre atento ao seu jardim e adubando, assim é Jesus. É o jardineiro do nosso coração. É Ele que vem, alerta a gente e pede licença para vir tirar os matos do pecado que cultivamos e libertar nossa vida batismal.
Todos somos pecadores. O pecado é virar as costas a Deus e aos irmãos e voltar-se por si mesmo. Com o pecado, abandonamos a intimidade do Pai, e ficamos num jardim abandonado, onde começa a crescer o mato.
(Palavra de Deus: Lc cap. 15)
O filho que foi filho uma vez, nunca perde a consciência de filho. Sabe que deixou um pai que o espera. E quando voltamos, Ele está lá, esperando. Seu amor é muito maior do que a força do nosso pecado. O pecado nos coloca numa condição de mortos. O perdão nos faz reviver. O Sacramento da Penitência é a festa do perdão. E vamos lá, mesmo quando nossos pecados não conduzem à morte, mas impedem de viver a totalidade da vida.
Vamos lá, porque existe um amor que nos espera, nos renova, faz reviver e nos abre a possibilidade de viver de novo a abundância a alegria da casa paterna.
5 - UNÇÃO DOS ENFERMOS (era a extrema-unção)
Os doentes fazem parte da vida e da missão de Jesus. Os doentes procuram Jesus, quando sua vida está ameaçada. (Mc 1, 32-34; 3, 10; 6, 36). Os doentes se aproximam de Jesus, cheios de confiança (Mc 1, 40-41; 2, 3-5)
Jesus deixa que os doentes se aproximem. Toca-os, dirige-lhes a palavra (apesar dos preconceitos de seu tempo), (Mc 1, 30-31).
Os evangelistas testemunham suas vidas transformadas
(Mc 1, 40- 42; 2, 11-12; 7, 32-35).
- A cura da pessoa não é apenas um acontecimento corporal. Jesus atinge a pessoa na totalidade da existência, Jesus cura a lepra e reintegra o leproso na comunidade do povo de Deus. Cura o paralítico e lhe dá o perdão dos pecados.
Assim vemos que os doentes fazem parte da missão de Jesus. E portanto, devem fazer parte da missão da Igreja.
Os apóstolos logo entenderam que a atitude de Jesus com os doentes não era apenas uma "assistência".
Para realizar o que Jesus realizava com os doentes, precisavam de uma "ação sacramental". E Tiago promulga como sacramento aquele encontro da Igreja com os doentes (Tg 5, 13-16).
Os doentes devem ser ungidos com óleo, unção que se faz em nome do Senhor e torna Jesus presente.
É Cristo mesmo, que acolhe o doente e lhe comunica a salvação.
6 - ORDEM
Consagra um membro do povo sacerdotal de Deus para o exercício do sacerdócio ministerial. Este sacramento é ministrado pela "imposição das mãos" seguida da "oração de consagração". O ministro é o Bispo.
Ele é ministrado em três graus distintos e complementares, isto é: é o sacramento que consagra o Bispo, que recebendo a plenitude do Sacramento da Ordem, é aquele que preside, anima, governa a totalidade da vida e missão da Igreja particular e coopera no governo da Igreja Universal, em comunhão com os outros Bispos, cuja cabeça é o Papa.
É também o sacramento que ordena um membro da comunidade como Presbítero, o padre, ordenado pelo Bispo, como colaborador deste. Ao padre é conferido uma comunidade, dentro da Igreja Particular (normalmente uma Paróquia), onde ele preside o culto, anima o ministério da Palavra, promove a unidade e incentiva a caridade.
E em terceira instância, o Sacramento da Ordem, ordena o Diácono, como colaborador do Bispo e dos Presbíteros para o serviço da caridade, animado pelo ministério da Palavra.
Todos os membros do Povo de Deus, a Igreja, participam do sacerdócio de Cristo a Igreja, como Povo de Deus é um povo sacerdotal, chamado e capacitado para o verdadeiro culto de Deus
Só entendendo a Igreja, Povo de Deus, como povo sacerdotal, que podemos superar a idéia de que os Bispos e Padres são "donos" da Igreja, para considerá-los como "servidores do Povo de Deus", principalmente na sua mais sublime atividade, que é a atividade "cultural": a liturgia, cume e fonte da vida da Igreja.
6 - EUCARISTIA - Comunhão - é o Pão que alimenta a alma. (pesquisar)
7 - MATRIMÔNIO - Pesquisar