EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA

4ª REUNIÃO: MOTIVAÇÃO - "DIÁLOGO-ENCONTRO DE PESSOAS"

ROTEIRO

1. CANTO INICIAL
2. INVOCAÇÃO À TRINDADE / ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
3. ORAÇÃO: - Texto Bíblico - Lc 6, 39-45
- Meditação comunitária
- Oração Comunitária
- Intenções particulares
- Oração litúrgica
04. CO-PARTICIPAÇÃO
Em casa refletimos sobre o diálogo: aquilo que é para nós, a sua importância e as dificuldades que temos para realizá-lo. Vamos colocar em comum apenas a última parte da reflexão: "QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES QUE VOCÊS TÊM PARA DIALOGAR?"
05. TEMA DE ESTUDO "A ARTE DE DIALOGAR"
Tivemos oportunidade de nos aprofundar nesse texto tão rico, ele nos mostra claramente a "ARTE DE DIALOGAR". Vamos destacar o que nos pareceu mais importante e que pode nos ajudar a vencer nossas dificuldades.
06. GESTO CONCRETO: "QUE PROPÓSITO FAREI PESSOALMENTE PARA MELHORAR NOSSO DIÁLOGO?"
07. TAREFA PARA A PRÓXIMA REUNIÃO
- Ler e refletir em casal o texto: "DIÁLOGO DOS CORPOS" (Texto 6)
- Responder por escrito: "QUAL É A IMPORTÂNCIA DA SEXUALIDADE PARA A NOSSA HARMONIA CONJUGAL?"
08. AVISOS
09. CANTO
10. ORAÇÃO FINAL
11. LANCHE

Texto 06

O DIÁLOGO DOS CORPOS


O diálogo dos corpos inclui toda a sexualidade humana, que é uma das maneiras de ser pessoa. É toda a relação entre o homem e a mulher.
Ser homem ou mulher não comporta somente as diferenças biológicas, mas também diferenças psicológicas e afetivas. O homem e a mulher, cada um na sua maneira de ser tem a sua própria maneira de viver e de se colocar em relação com o mundo e com as pessoas.
Não se pode falar de sexualidade sem afetividade, sem um projeto de vida comum. É preciso, no entanto descobrir as etapas da sexualidade. O amor humano é diferente do simples instinto animal; por isso a sexualidade humana não se limita apenas à relação sexual. A relação sexual é conseqüência (ou deveria ser) do amor que une o homem e a mulher e os torna uma só carne.
O diálogo dos corpos é uma experiência que o casal faz desde os primeiros encontros, através da alegria amorosa de um beijo, de uma carícia mais ousada ou no simples fato de estar um nos braços do outro, na descoberta do amor, que faz brotar a sexualidade.
Será através do diálogo dos corpos que o casal chegará ao diálogo sexual, uma outra etapa mais comprometedora da sexualidade, porque é a entrega de si mesmo, que deveria ser na intimidade e exclusividade.
Sabemos que o corpo não é uma coisa secundária na vida da pessoa e do casal. Ele é importante, porque também através dele nos comunicamos, mas sabemos que muitas vezes o uso do corpo de maneira indevida na relação sexual em vez de aprofundar a união, faz a dominação, ocasionando até a separação do casal.
O corpo é o veículo da alma. É através dele que revelamos os sentimentos mais profundos, demonstramos amor e nos sentimos amados. Portanto uma carícia, um beijo, uma manifestação de ternura são mais importantes e decisivos que o diálogo verbal, o simples falar e ouvir, pois o "toque" mexe com a sensibilidade, provoca o diálogo dos corpos e manifesta claramente a sexualidade...
O homem e a mulher dentro do casamento, na sua relação em todos os níveis e etapas da sexualidade precisam assumir seu parceiro com ternura e amá-lo, sem sentir-se seu dono. Não pode haver entre o casal o instinto de posse. O importante é que esse sentimento de "posse" do outro seja substituído pelo "dom de si" através da verdadeira entrega. Esse sim nos faz sentir "possuídos" pelo outro, porque existe a certeza do amor e da exclusividade mútua.
Buscamos na vida a dois a tão cobiçada "harmonia conjugal" e mais ainda a "harmonia sexual", mas ambas só acontecem através do comportamento afetivo, isto é: do diálogo, do carinho, da ternura. Isso tudo permite que o casal compreenda que o ato sexual como um dos aspectos da sexualidade envolve a pessoa por inteiro, capaz de exprimir a alegria da doação sem a sensação do "dever cumprido" ou "satisfação do desejo". Ele é um momento de festa no meio às lutas, trabalhos, dificuldades de cada dia.
Enfim o ato sexual deveria ser sempre a expressão do amor verdadeiro, do conhecimento recíproco, do aperfeiçoamento a dois, numa relação que une e onde há muito respeito mútuo.
Se o ato sexual for individualista, egoísta e não ajudar a construir e a transformar o outro será apenas masturbação a dois, pois não leva à realização.
O diálogo dos corpos como já foi dito anteriormente se concretiza pelo "toque". É o dar-se a conhecer não verbal (sem palavras). Nesse nível de diálogo (o diálogo dos corpos) cada um se revela ao outro, deixando-se envolver pela pessoa amada, revelando seus desejos e anseios no exercício da sensualidade que nada tem de vulgar; muito pelo contrário. Essa sensualidade é o provocar o outro com ardor e amor; é insinuar-se, fazendo com que o outro se sinta amado e querido. E é tão importante esse exercício a dois, pois não deixa envelhecer o amor. A realização a dois se dará plenamente quando cada um se soltar, vencer os tabus e os preconceitos, libertar-se dos medos e dos falsos moralismos, para viver a intensidade da sua paixão que no casamento é graça, pois foi abençoado por Deus. Tudo isso com respeito e aceitação da limitação do outro. É um crescer constante...
O diálogo dos corpos é também falar ao outro o que sente, o que quer, o que não quer, o que lhe dá prazer e o realiza como homem e como mulher. É tentar chegar à plenitude onde cada um busca fazer o outro feliz antes mesmo de ser feliz.
A sexualidade como o próprio ser humano é algo inacabado e está em constante processo de evolução, de crescimento. Por isso ela exige esforço a cada dia para uma integração cada vez maior e melhor. É o sair de si mesma na busca do outro. Portanto exige criatividade para não se cair na rotina.
Sexualidade é envolvimento por inteiro e exige compromisso, pois no casamento ela está ligada à fidelidade e ao amor e só existe quando há o rompimento da solidão na busca da união de corpos e de almas