Santo Padre destacou o caminho de escuta e reconciliação que o cristão deve buscar para estabelecer o diálogo com o outro
Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa desta sexta-feira, 24, Papa Francisco dedicou sua homilia para falar da necessidade de escuta e reconciliação. Ele reconheceu que não é fácil construir diálogo com os outros, especialmente quando há algum rancor, mas o cristão precisa seguir o caminho da humildade ensinado por Jesus.

A homilia de hoje deu continuidade às reflexões do Papa ontem, quando ele falava dos fatores que dividem e destroem as comunidades cristãs. No centro da liturgia estiveram, novamente, o Rei Saul e Davi. Apesar de ter a oportunidade de matar Saul, Davi escolhe o caminho do diálogo para estabelecer a paz.

“Para dialogar é necessária a humildade, sem gritar. É necessário também pensar que a outra pessoa tem algo a mais que eu, e Davi o pensava. Para dialogar, é preciso fazer aquilo que pedimos hoje na oração no início da Missa: fazer-se tudo a todos”.

Francisco reconheceu que é difícil construir pontes de diálogo com o outro, mas pior que isso é deixar o coração ser tomado pelo rancor. Essa atitude, segundo ele, leva o homem a isolar-se no amargo ressentimento. O cristão, em vez disso, deve seguir o exemplo de Davi, que superou o ódio com um ato de humildade.

Mas o Papa lembrou que é preciso também agir rápido quando há algum problema, procurando logo o diálogo e a aproximação. Isso porque o tempo faz o muro do ressentimento crescer, e quando isso acontece, a reconciliação se torna mais difícil.

“Tenho medo destes muros, destes muros que crescem a cada dia e favorecem os ressentimentos. Também o ódio. Pensemos neste jovem Davi: poderia vingar-se perfeitamente, poderia mandar o rei embora, mas escolheu o caminho do diálogo, com humildade e doçura. Hoje podemos pedir a São Francisco de Sales, Doutor da doçura, que dê a todos nós a graça de fazer pontes com os outros, nunca muros”.